terça-feira, 20 de setembro de 2011

Inside of me

Viajando para dentro, numa jornada de exploração de minhas mais escuras cavernas interiores. Sem previsão de tempo pra voltar... Espero encontrar os caminhos, meus caminhos, não me perder por dentro nem por fora. Sei que eu, apenas eu posso fazer isso. Apenas fique do meu lado e me dê sua mão... Não vai sentir minha dor nem penetrar minha solidão, mesmo assim, não estarei como sempre estamos, inevitavelmente sozinhos. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

After the storm, there's a calm

After the storm, there's a calm
Through the clouds shines a ray of the sun
I am carried from all of my harm
There is no one that I can't outrun
Now I'm leaving my worries behind
Feel the freedom of body and mind
I have started my journey, 
I'm drifting away with the wind
I go... 
I am hunting high and low
Diving from the sky above 
Looking for more, and more
Once again,
I am hunting high and low
Sometimes I may win
Sometimes I'll lose.
It's just a game 
that I play..

"Hunting High and Low" - Stratovarius

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

mais um “quem sou eu”

música e poesia.. 
ânsia, desejo.. 
pensar-sentir. 
medo.. 
e uma saudade imensa de tudo o que eu ainda não vi, não vivi. 
vivendo de euforia e depressão... 
tudo muito intenso, mesmo o que não chegou a ser. 
um grande amor por todas as coisas.. pessoas.. empatia. 
o sentir-se pequeno, sentir-se só.. 
o sentir-se abestalhado, de tão feliz.. 
a perplexidade diante do inexplicável da vida... 
e a certeza de que a resposta não me cabe na palma da mão. 
às vezes é difícil delimitar onde começa o outro e termina o eu... 
isso talvez explique muita coisa... 
eu, com todas as minhas incompletudes. 
e medos e ânsias e desejos e saudades 
e a incerteza da constante mudança... 

22/05/2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Chuva

Neste mundo tão trágico, tamanho,
Como eu me sinto fundamente estranho
E o amor e tudo para mim avaro... 


Ah! como eu sinto compungidamente,
Por entre tanto horror indiferente, 
Um frio sepulcral de desamparo! 


"Só!" - Cruz e Sousa


10/01/2011 de manhã

mas, com este clima, parece não haver tempo. estou na área. em que lugar melhor poderia estar? o barulho constante da água me conforta. e, contrapondo-se à forte paz embriagante que até ontem me inundava, sou subitamente tomada por um intenso sentimento de solidão e desamparo. subitamente todas as pessoas próximas tornaram-se tão distantes!... uma espécie de abandono. mas aí vejo que me engano, pois não posso esperar acolhimento de ninguém, a não ser de mim mesma. ainda chove. felizmente, ainda chove. enquanto meu pequeno cão observa admirado, pareço me desligar deste mundo e não sentir senão a chuva, como se igualmente chovesse dentro de mim. todas as minhas perguntas sem respostas, todas as minhas tentativas vãs... uma coisa é certa - tenho sangue correndo nas veias, e isso basta. há exatamente sete livros em meu colo, como se algumas de suas palavras me pudessem preencher um pouco deste vazio mortal. e o coração acelera desenfreado e a respiração ofega. que importa? sinto-me perto de mim, uma admirável desconhecida. longe, mais do que longe de qualquer coisa neste mundo. bolhas de ar sobre a água no chão. quase me desenham um discreto sorriso. respiro fundo. fechar os olhos, ouvir-sentir a chuva. a coisa mais parecida com tranquilidade aqui fora, enquanto escuto e sinto as fortes batidas aqui dentro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Livres para obedecer...

Como descrever esta alma, tão encantada pelo fantástico e pelo sobrenatural - supondo que uma alma existe, e que o fantástico e o sobrenatural existem como tais, e não apenas como fantasiosa criação da mente humana, pura imaginação. Como descrever o fascínio diante de cada mínimo detalhe cuja magia passa sempre despercebida, num mundo em que a existência tornou-se vazia... Sem razão, sem significado, sem sentido. Em que a beleza não é vista a partir do mais profundo âmago das coisas e dos seres, mas como pálidas impressões sobre os vagos contornos da superfície, baseando-se sempre em patéticos padrões... Um mundo em que não há espaço ou respeito ao diferente, apenas aversão e pavor. Existência em que luz e trevas não são vistas como irmãs gêmeas, lados indissociáveis de uma mesma moeda. Ao contrário, inimigas mortais, sempre contrapostas em uma luta vã. Extremos, sempre extremos... Conceitos predeterminados e IMPOSTOS como verdades absolutas, nos quais até o mais belo ritual de celebração da união entre dois seres, sua suprema comunhão com o universo, é indiscriminadamente desrespeitado e posto sob rótulos perversos. "Impuro"... O que vem a ser pureza pra você? Formas de pensar que pela sedução através de um caminho aparentemente alternativo, aprisionam até a mente do mais livre pensador - quando este se desvencilha das prisões convencionais para unir-se a outras, ilusoriamente distintas, indistintamente iguais. Em tal mundo, pequeno grande mundo, este ser, que não aceita respostas prontas, que se acha pequeno demais para ter verdades nas mãos, que não busca impor o que quer que seja a um semelhante, que tenta, sem repúdio, apreender e compreender tudo o que lhe é exposto... não, este ser não merece a mais ínfima consideração ou ao menos respeito por suas reles ideias. Não merece o DIREITO de pensar, tão menos a chance de ser ouvido. De ter por outro admitido o valor de sua humilde compreensão sobre a aparente realidade que o cerca. Não, de forma alguma! Estes seres que se negam a ingerir blocos de "verdades" prontas, atrevendo-se a questionar, ousando ser autores de suas próprias ideias... são seres desprezíveis. Pequenos, mínimos, dada a expansão de suas insaciáveis mentes. Devem ser banidos do convívio social para que possam ser mantidas na mais perfeita paz a doença e a insanidade do mundo. Deste modo a vida se nos apresenta, deste modo há de ser. Acompanhe-me, criatura livre que se atreve a pensar.

Recolhamo-nos à nossa insignificância.